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Como advogados podem conquistar clientes internacionais

Por: JOTAImprimirVisualizar em PDF

​Advogados que têm clientes internacionais podem não estar tão preocupados com a crise financeira que atinge o Brasil e a alta do dólar. Isso se eles já tiverem um nome reconhecido internacionalmente, se souberem negociar com clientes estrangeiros e se usarem uma tabela de preço em moeda forte.

O tema será apresentado em uma das palestras da Fenalaw 2015, que acontece de 20 e 22 de outubro no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo.

Para começar, com ativos mais baratos, estrangeiros visam a compra no país, o que incluí empréstimo internacional e contrato de empréstimo. E nesse ponto o advogado do país local é acionado.

"Os clientes que estão emprestando dinheiro para alguma empresa geralmente optam por ter uma opinião legal de advogado brasileiro. O objetivo é verificar se a empresa é constituída, se quem assinou o empréstimo tem poder para tanto, se o contrato da empresa não entra em conflito com a legislação do Brasil e se os registros no Banco Central foram obtidos", explica o advogado Bruno Balduccini, do Pinheiro Neto Advogados.

 

Aceitando o budget

Nesse cenário de desvalorização do real, os advogados que atuam com clientes estrangeiros não passaram a ser mais solicitados por estarem mais baratos, mas o budget apresentado acaba sendo menos questionado e não há perda alguma se a tabela apresentada ao cliente já for em dólar.

Segundo Balduccini, com a alta do dólar, há menos negociação na aprovação das contas de proposta com estrangeiros. "Mas no final do dia, o cliente procura o advogado pelo serviço bem prestado e, no caso de clientes internacionais, se o profissional tem um nome reconhecido lá fora. A advocacia é uma carreira que exige tempo, consistência e qualidade."

Outro ponto é que a situação econômica do país aguçou o interesse de investidores estrangeiros para adquirir ativos brasileiros precificados em reais, entretanto, ao mesmo tempo, a instabilidade econômica que atinge o Brasil deixa os investidores inseguros. Isso porque, se de um lado fica mais barato entrar no país, de outro fica está mais difícil gerar resultado em dólar.

De acordo com Gustavo Moraes Stolagli, sócio da área de fusões e aquisições do Veirano Advogados, adquirir ativos no Brasil ficou mais barato, mas será mais suado para gerar lucro ao converter o real para dólar.

"Gerar um dólar de dividendo do investidor está mais difícil porque é preciso gerar R$ 4 para um dólar", ilustra.

 

Carreira internacional

A carreira padrão de um advogado que trabalha em operações internacionais normalmente envolve um curso de especialização fora do país, o mais comum é o mestrado chamado de LL.M e que dura cerca de um ano.

Geralmente o profissional busca o curso para se familiarizar com o direito estrangeiro e eventualmente trabalhar num escritório lá fora. A porta de entrada para o mercado internacional pode acontecer de duas formas: a partir de feiras de emprego organizadas pela própria universidade em que o advogado frequenta ou quando o escritório estrangeiro busca um profissional de um lugar específico para lidar com um cliente que vai fazer negócio naquele país.

Na primeira hipótese, as universidades costumam organizar feiras no meio do curso de especialização e convidam escritórios de advocacia para entrevistar os alunos. Durante o encontro, os estudantes podem apresentar o currículo, falar sobre a experiência que já teve no passado, mostrar a sua área de especialização e até pleitear uma vaga de emprego.

Grande parte dos escritórios tem uma atuação forte em operações feitas no Brasil e em outros países da América Latina. É comum que o cliente que pretende investir em outro país buscar um escritório local e para fazer esse contato é conveniente ter um advogado treinado no escritório local.

"Muitos escritórios estrangeiros buscam advogados brasileiros para trabalhar na banca e fazer a interface entre o cliente que quer fazer negócio e a empresa. Nesses casos, o advogado local ajuda o cliente a entender a legislação do país", afirma Stolagli.

Para aqueles profissionais que planejam estudar fora do país é preciso ter em mente o alto custo dos cursos e que será difícil trabalhar e estudar ao mesmo tempo. Muitas universidades exigem dedicação total do aluno em cursos de período integral.

Para tanto, o advogado deve fazer uma poupança para conseguir se distanciar por um período do mercado ou procurar entidades que oferecem bolsas de estudo ou escritórios que estimulam os colaboradores a buscar essa qualificação. Nesse último caso, as bancas normalmente oferecem bolsas ou financiamentos para ajudar o profissional a fazer o curso no exterior.

Ainda, cada vez mais comum no Brasil, os cursos à distância podem também ser uma possibilidade para o advogado. Muitos deles já oferecem créditos que proporcionam a qualificação de profissional que efetivamente estudou no exterior. O ponto positivo desses cursos é poder conciliar trabalho com estudo, além de descartar alguns custos como moradia.

 

Visão prática

Na prática, os profissionais que queiram ingressar nessa área é preciso ter em mente três requisitos especiais: dominar o inglês, ter a proximidade cultural, principalmente com a americana. E, nada disso vai adiantar, se o advogado não tiver contatos que possibilitem o negócio. Ou seja, fazer com que o nome apareça lá fora, e isso só se adquire com o tempo.

O advogado Eduardo Salomão, sócio do Levy Salomão, explica que o cliente americano preza pela objetividade na descrição do negócio. É preciso ter uma visão prática, mostrar as possibilidades e efeitos. A descrição processual não é o maior interesse dele.

Além disso, o americano exige a transparência do processo. "Certas práticas, como não contar algum fato para o juiz, arriscar alguma ação com a esperança de ninguém ver, não são nem cogitadas pelos clientes americanos. O que pode, pode. O que não pode, não existe nenhuma consideração para seguir em frente", explica Salomão.

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