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Maior parte dos recursos captados com IPOs pode ser utilizada em operações de M&A, avaliam advogados

Por: Lexis 360ImprimirVisualizar em PDF

O ano começou com um número considerável de ofertas iniciais de ações (IPOs, nas iniciais em inglês) registradas na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Até o momento, oito empresas protocolaram seus pedidos na autarquia e estão na fila para executar operações de abertura de capital. Diante disso, há chances de que o número de dez ofertas registradas em 2017 se repita neste ano. 

Grupo SBF, Blau Farmacêutica, Ri Happy, Banco Inter, NotreDame Intermédica, Hapvida Saúde, Dass Nordeste Calçados e Artigos Esportivos e JHSF Malls integram a primeira leva de pedidos do ano. 

A Ri Happy tem chances de registrar o primeiro IPO na B3 em 2018. Na próxima terça-feira (27), a rede varejista de brinquedos precifica sua oferta. Enquanto isso, Hapvida, NotreDame Intermédica e Dass Nordeste largaram na frente para abrir capital no mês de abril. 

Segundo Thiago Giantomassi Medeiros, sócio da área de Mercado de Capitais do Demarest Advogados, esses IPOs demonstram confiança do investidor nesse tipo de operação. "Como são transações em que o investidor olha para um determinado projeto no longo prazo, isso exige dele algum nível de confiança para aquele negócio e setor da economia", disse. 

O advogado acredita que essas ofertas podem exercer impacto nas operações de M&A. Partindo do princípio de que o IPO é um substituto da operação convencional, Thiago afirma que a abertura de capital de uma empresa pode ser uma forma de acelerar e alavancar a precificação da transação.

Além disso, a maior parte dos recursos captados ou parte deles pode ser utilizada em operações de fusão e aquisição, ou seja, a oferta acaba se tornando uma outra fonte de financiamento para essas operações.

Por outro lado, as companhias também utilizam uma parcela do lote primário de ações para promover seu desenvolvimento e realizar compras. "O que se vê após os IPOs primários são fusões e aquisições. Algumas companhias também buscam um crescimento orgânico, como abertura de lojas ou entrada em outro segmento", explicou Guilherme Sampaio Monteiro, sócio da área de Mercado de Capitais do Pinheiro Neto Advogados

 

Corrida das ofertas x corrida eleitoral

Thiago admite que quanto mais instável for o cenário eleitoral, mais concentradas e antecipadas serão as operações de abertura de capital até o final de julho. "Com o tempo, o cenário eleitoral pode ficar menos instável e problemático, e as operações podem começar a acontecer com menos desespero e concentração em um só período".

Quanto à variedade de setores presente nesta primeira leva de ofertas protocoladas, o advogado considera ser aleatória e defende que o importante é que o ambiente esteja favorável, independentemente do setor.

"Às vezes, tem uma empresa que não está pronta ou perfeitamente pronta para ir ao mercado, mas o investidor entende que é o momento. Não existe um momento perfeito, mas demanda de mercado e interesse de quem vende", esclareceu.

De acordo com o sócio do Demarest, existe atualmente um gap entre aquilo que os investidores almejam ter de remuneração e o que as empresas estão oferecendo. "Os investidores querem ter um benefício, seja pagando menos na abertura de capital ou recebendo uma maior remuneração nas operações de renda fixa, ao passo que os vendedores desejam o contrário". 

Apesar dessa distância entre interesses, Guilherme estima que a segunda leva de IPOs que virá até o final de abril também será grande, mas talvez um pouco menor do que a primeira. As maiores ofertas atualmente são das operadoras de plano de saúde Hapvida e NotreDame Intermédica, com cerca de R$ 3 bilhões cada.

"Será uma leva semelhante e forte, a não ser que tenha alguma guinada política ou econômica muito grande", comentou. O sócio do Pinheiro Neto aposta que os setores que já protocolaram ofertas devem prevalecer no próximo lote, especialmente nos de saúde e financeiro, com destaque para empresas de tecnologia.

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