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Evento discute principais barreiras das mulheres no mercado de trabalho

Por: MigalhasImprimirVisualizar em PDF

​Com o intuito de debater políticas e ações para incentivar maior participação das mulheres nos setores público e financeiro, o escritório Pinheiro Neto Advogados promoveu, na última semana, evento em parceria com a consultoria Oliver Wyman. Na ocasião foi lançada pesquisa que revela as principais barreiras das mulheres às oportunidades no mercado de trabalho. Confira, na TV Migalhas, entrevista com a sócia da banca, Larissa Galimberti, e com a vice-presidente do Santander Brasil, Vanessa Lobato, a Secretária-Executiva do Ministério da Fazenda, Ana Paula Vescovi, e com sócia da Oliver Wyman, Ana Carla Abrão Costa.

Na pesquisa da Oliver Wyman apresenta o estudo "O ciclo de vida do gap de gêneros - evidências do setor financeiro e do setor público no Brasil". O material, inédito no país, traz os números sobre a representatividade da mulher nestes ambientes, e ainda, as principais barreiras que impedem e/ou atrasam o acesso igualitário das mulheres ao mercado corporativo e demais setores.

"O aumento da participação feminina, com todos os seus impactos positivos no campo econômico e social, é imperativo se quisermos nos inserir em um mundo que cresce economicamente e, ainda mais importante, um mundo que evolui rapidamente fortalecendo seus valores de moralidade, justiça e ética", comenta Ana Carla Abrão, market leader da Oliver Wyman e coautora do relatório.

As conclusões do estudo são resultado de uma extensa pesquisa, além de uma série de entrevistas, com executivas e executivos do setor financeiro, representantes do setor público e acadêmicos. O trabalho revela a posição do Brasil em termos de equidade de gêneros, os motivos para a desigualdade e como empresas e entidades públicas podem agir para promover mudanças e aumentar a diversidade. O conteúdo revela que este ciclo começa na infância e ganha força na vida adulta, impulsionado por questões como:

  • Normas sociais e culturais
  • Confiança, aspiração e escolha de carreira
  • Cultura e condições do ambiente de trabalho
  • Vieses inconscientes
  • Processo de avaliação e progressão de carreira
  • Disparidade de representatividade na liderança
  • Disparidade salarial

Em 2017, o mundo obteve um lento progresso na redução do gap de gêneros. O Brasil, no entanto, não acompanhou esta evolução, tendo na verdade, regredido. É fato que estereótipos de papéis de gênero são persistentes nas gerações, sendo passados de pais para filhos, e ainda são evidentes no Brasil, onde, de acordo com dados do IBGE, mulheres que trabalham fora de casa ainda gastam uma média de 18 horas por semana em tarefas domésticas ou cuidando de dependentes familiares - 73% a mais que homens. Pesquisas acadêmicas revelaram também que a existência de um parceiro aumenta o tempo gasto com tarefas domésticas para mulheres, enquanto o inverso ocorre para homens.

De acordo com dados da Mercer Brasil, no setor financeiro, mulheres entram no mercado de trabalho na mesma ou em até maior proporção que homens, representando 55% dos analistas júnior. No entanto, quanto mais sênior a posição, menor a representação das mulheres: elas representam 37% dos coordenadores, 31% dos gerentes, 22% dos superintendentes executivos, e 16% dos diretores executivos. "Estes são apenas alguns retratos do desequilíbrio em que a sociedade se encontra, no qual o talento feminino não é alavancado em todo seu potencial", comenta Laura Maconi, coautora do relatório e Principal da Oliver Wyman no Brasil.

O estudo destaca também que a baixa representatividade de mulheres em posições com salários mais altos é um dos fatores que contribui para a disparidade salarial entre gêneros. No entanto, há diferenças na compensação total recebida por homens e mulheres até dentro do mesmo cargo. "No setor financeiro, a diferença salarial é de 5 a 10% nos níveis de entrada e média-gerência; em cargos executivos, em que a compensação variável tem um peso maior, chega a 20%", explica Marina Hellmeister, consultora sênior da Oliver Wyman e também coautora do relatório.

O material aponta que um conjunto completo e estruturado de iniciativas se faz necessário - para o indivíduo, empresas, e sociedade como um todo -, e deve incluir políticas ativas, projetos coerentes para conscientização e empoderamento, metas e monitoramento. Além disso, é fundamental que empresas, organizações e entidades públicas observem e realizem um diagnóstico fiel a sua realidade de gênero, que definam sua ambição e velocidade de mudança desejada para, a partir de então, detalhar e individualizar as ações considerando as suas próprias realidades. Ao longo do processo de mudança nas empresas e sociedade, é fundamental contar com o engajamento e com o exemplo da liderança, afinal, nenhuma política ou iniciativa conseguirá ter efeito de fato se o alto escalão da companhia não demonstrar que não apenas expõe as questões, mas que as inclui em suas práticas diárias.

Para ter acesso à pesquisa, clique aqui.

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