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Há muitos anos mercado de advocacia empresarial não tinha expectativa tão otimista

Por: JOTAImprimirVisualizar em PDF

As perspectivas para o mercado de advocacia em 2019 são as melhores possíveis. Alexandre Bertoldi, sócio-gestor do Pinheiro Neto Advogados, afirma, com a ressalva de que não faz nenhum juízo de valor do novo governo, que há muitos anos não percebia o mercado com uma expectativa tão otimista.

"O discurso da equipe econômica que assume o governo é bastante favorável ao crescimento econômico e às privatizações, o que gera uma expectativa muito positiva", avalia.

Quanto ao Judiciário, Bertoldi avalia que hoje em dia os tribunais ainda estão aquém das necessidades do setor privado em termos de tecnologia, equipamento e celeridade. "Contudo, a tentativa de diminuir o tempo que os processos levam para serem decididos tem sido bem-sucedida em alguns pontos", diz.

"O processo eletrônico está implantado em quase todo o Brasil, o que representa uma grande conquista. Ainda houve uma evolução na Justiça do Trabalho, uma vez que os processos estão andando com maior agilidade após a reforma trabalhista", afirma Bertoldi.

Sobre as áreas da advocacia consideradas prósperas para 2019, Bertoldi sustenta que, com uma possível mudança de postura e atuação do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), com Joaquim Levy no comando, "a melhor saída para as empresas privadas será o financiamento via o mercado financeiro privado, o que justificaria uma aposta nos mercados de capitais de equity e dívida".

Leia a entrevista com Alexandre Bertoldi, sócio-gestor do Pinheiro Neto.

Quais áreas registraram crescimento e quais tiveram retração em 2018?
De modo geral, o último ano foi surpreendentemente positivo e todas as áreas do escritório registraram crescimento. Ao longo de nossa história, observamos que anos eleitorais costumam apresentar uma certa estagnação no segundo semestre – quando a eleição de fato se define.

Embora a situação tenha ficado pendente até o final do segundo turno, não notamos a retração típica desse período. O ano foi muito positivo para o escritório como um todo, mas algumas áreas se destacaram e tiveram um desempenho extremamente relevante – como fusões e aquisições e mercado de capitais.

Os movimentos surpreenderam o escritório ou os avanços e recuos eram esperados nestas áreas?
O que nos surpreendeu foi justamente a ausência de estagnação no segundo semestre de 2018. Imaginávamos que os clientes estrangeiros fossem ficar mais arredios e cautelosos com o Brasil, mas o que observamos foi o oposto.

Houve um movimento de chegada de novos investidores, acompanhado pelo avanço de investidores que já estavam no país e fizeram aquisições para consolidar suas posições.

Nós imaginávamos que haveria uma retomada apenas neste ano, mas o fato é que antes mesmo da eleição já começamos a sentir esse movimento. 

Quais as grandes vitórias da banca em 2018 tanto no Judiciário quanto no âmbito administrativo? E quais as derrotas mais sentidas?
Nós tivemos vitórias importantes em casos fiscais – inclusive no âmbito administrativo –, sobretudo com a retomada do Carf. Já no Judiciário, tanto contencioso quanto fiscal, também houve casos de extrema relevância.

O que esperava que aconteceria neste ano que na prática não se concretizou?
Tínhamos a esperança de que a reforma da Previdência e a reforma Tributária pudessem se concretizar, o que traria um volume ainda maior de trabalho para a nossa área consultiva. Estamos com a expectativa de que isso possa acontecer em algum momento deste ano.

O escritório aposta em quais áreas para crescer em 2019?
É esperada uma mudança do papel do BNDES e dos bancos oficiais no financiamento do setor privado. Acreditamos que a melhor saída para as empresas privadas será o financiamento via o mercado financeiro privado, o que justificaria uma aposta nos mercados de capitais de equity e dívida.

A área de project finance também deverá ganhar destaque, pois deve ser a única forma de acabar com o gargalo enfrentado pela infraestrutura brasileira. Além disso, as expectativas esperadas para o novo governo nos fazem crer que haja um crescimento no volume de trabalho derivado de privatizações.

Quais as perspectivas para o mercado de advocacia em 2019?
Sem qualquer juízo de valor quanto ao novo governo, há muitos anos o mercado de advocacia empresarial não tinha uma expectativa tão otimista. O discurso da equipe econômica que assume o governo é bastante favorável ao crescimento econômico e às privatizações, o que gera uma expectativa muito positiva.

Quais as perspectivas do escritório sobre o Judiciário em 2019?
É difícil termos a expectativa de que as coisas irão mudar drasticamente, mas confiamos em uma evolução contínua através de um movimento constante de informatização e racionalização do Judiciário.

Hoje em dia o Judiciário ainda está aquém das necessidades do setor privado em termos de tecnologia, equipamento e celeridade. Contudo, a tentativa de diminuir o tempo que os processos levam para serem decididos tem sido bem-sucedida em alguns pontos.

Atualmente o processo eletrônico está implantado em quase todo o Brasil, o que representa uma grande conquista. Ainda houve uma evolução na Justiça do Trabalho, uma vez que os processos estão andando com maior agilidade após a reforma trabalhista.

Qual lei o escritório espera que será o grande destaque do próximo ano?
Existe a expectativa de termos um novo Código Comercial, que poderá afetar a lei de recuperação judicial, assim como alguma reforma na Previdência e na área de impostos.

O que o escritório espera do novo governo?
Esperamos que a Constituição seja respeitada, como o atual presidente tem prometido, e que as reformas econômicas – esperadas há muito tempo –realmente venham a acontecer.

Acreditamos que as reformas poderão de certa maneira destravar o nó da economia brasileira, e que finalmente tenhamos um crescimento compatível com o potencial do país.

 

Raio-X do escritório
Crescimento percentual: 11%
Número de sócios: 100
Número de advogados: 450  

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