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'Fintechs' captam R$ 10 bi com fundos creditórios

Por: Valor EconômicoImprimirVisualizar em PDF

As "fintechs" de crédito têm recorrido a Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) como fonte de financiamento, numa relação que já alcançou um estoque de R$ 10 bilhões em emissões.

A Creditas, plataforma de crédito com garantia a pessoas físicas, começou a operar em 2016 com pouco capital. Por isso, recorreu aos pequenos e médios bancos para financiar as operações, diante da negativa das grandes instituições. "Funcionou bem até 2015, mas achávamos que estávamos gerando mais valor do que a comissão recebida, então fomos procurados por um FIDC", afirmou Sergio Furio, CEO da Creditas, durante o 3º Congresso Uqbar de Finanças Estruturadas, ontem em São Paulo.

Hoje, a empresa origina o crédito, faz a estruturação dentro de casa, cede para os fundos e ainda compra as cotas juniores. "É um modelo eficiente e sustentável: operamos com três FIDCs e logo devemos ter um quarto", disse o executivo, que tem um time de securitização com 20 pessoas. "A relação da fintech com o mercado de capitais tem sido positiva, o fluxo tem funcionado bem."

Dados apresentados durante o congresso mostram que já foram realizadas 30 operações de FIDCs com fintechs, envolvendo R$ 10 bilhões, principalmente para startups de crédito, antecipação de recebíveis, pagamentos e serviços operacionais para fundos.

O Nubank começou com capital próprio em 2015 e, apesar de bater na porta dos bancos, não teve acesso aos recursos que precisava. "Eles exigiam três anos de histórico de crédito para concedê-lo", conta Mauro D'Ancona, diretor de mercado de capitais. A saída foi estruturar um FIDC, emitido em 2017, que reduziu o custo de funding. No começo do ano, o Nubank emitiu mais R$ 500 milhões, com demanda duas vezes e meia maior do que a oferta. "Os gestores reconhecem bem hoje as fintechs. Eles estão mais abertos a tomar risco de empresas em estágio mais incipiente do que eles estavam em 2015."

O caminho das fintechs de crédito tem sido primeiro operar como correspondentes bancários, o que não demanda grandes investimentos e capital. Depois disso, elas partem para o modelo das Sociedades de Crédito Direto (SCD) ou Sociedades de Crédito entre Pessoas (SEP), reguladas pelo Banco Central em abril do ano passado.

Depois disso, elas migram para uma financeira ou podem obter uma licença bancária, modalidades que trazem fontes de financiamento como as letras financeiras. "Hoje, como financeira, temos outras formas de captação, mas continuamos olhando a securitização como importante para o nosso plano de crescimento", diz D'Ancona.

Segundo o advogado Bruno Balduccini, do escritório Pinheiro Neto, há apetite dos investidores estrangeiros pelas fintechs. "Eles enxergam nessas empresas a oportunidade de entrar no mercado financeiro brasileiro, a um custo mais baixo e a uma velocidade maior. Há apetite tanto por equity quanto por dívida."

De acordo com o diretor de regulação do Banco Central, Otávio Damaso, o número de "fintechs" de crédito com licença do regulador pode alcançar 20. "Em um ano, chegamos a nove aprovadas, entre SEP e SCD. Temos 11 pleitos em análise, podendo chegar a 20. Para um ano de regulamentação, é um forte avanço", disse. O diretor afirmou que a chegada desses "players" ajuda a trazer mais eficiência ao sistema financeiro.

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